Defesa. Um Assunto Íntimo do Estado

25 de maio de 2008

O professor austro-húngaro Albert Schäffle (1831-1909), comparava o Estado a um “super-organismo”, por meio de uma série de analogias que ainda hoje nos ajudam a entender sua natureza e suas funções, comparando-o com um corpo vivo.
Assim, se considerarmos o governo como o cérebro de um Estado, a Defesa pode ser comparada ao seu sistema imunológico, capaz de monitorar o funcionamento de todo o organismo, dar alertas e reagir com oportunidade em caso de enfermidades ou disfunções.

Seguindo essa mesma linha, as manifestações externas de defesa não são sinais diretos de saúde. Na verdade, indicam que o organismo padece algum tipo de enfermidade, pois defesa não é algo que se mostre ou que se exiba, a não ser através de um corpo são e forte.
No entanto, descuidar dos seus mecanismos de defesa é o pior que pode acontecer para qualquer organismo, principalmente se tratando de um Estado Nacional. Daí a importância de manter um Sistema imunológico sadio e sempre pronto para atuar, quando necessário.
Um Estado que exibe suas defesas, ainda que isso não seja bom, demonstra estar reagindo ou se prevenindo contra alguma coisa. Já aquele que não a possui, já está enfermo e não terá chance de reagir, ainda que outro corpo o ajude.
A defesa vem de dentro, das entranhas. Pertence à natureza do Estado e, sem ela, o organismo será débil, podendo até mesmo desfalacer ou viverá sempre dependente de algo ou de alguém que o arrime.
Por isso, como ninguém quer essa dependência, é natural que alguns países resistam a aderirem abertamente ao Conselho de Defesa Sul-Americano, uma vez que seria antinatural compartilhar a íntima responsabilidade de defender-se com outros, antes mesmo de garantir a saúde do próprio sistema imunológico.

1 comentários:

Anônimo disse...

Passei por acaso por esse artigo e achei muito interessante a argumentação. No entanto, dentro desse mesmo raciocínio, as associações em blocos de estados podem ser comparadas a verdadeiros "franksteins" ou será que não são viáveis em termos de defesa?