Estamos em um momento importante da história do mundo, onde, na verdade, não se tem idéia do futuro, não se tem certeza do presente e pairam dúvidas sobre o passado. O ambiente difuso que se apresenta no planeta é a um tempo inquietante e estimulante, na medida em que ninguém sabe ao certo o caminho a tomar.
Nesse contexto, não só o Brasil, como todas as nações, devem buscar fixar seus projetos futuros e, diante das incertezas, começar a desenvolver um discurso estratégico coerente com esses objetivos.
O Brasil já teve um discurso no século passado, no qual todos acreditavam e direcionava as ações do Estado: “Brasil será a potencia do século XXI”. Quem não se lembra? Crescemos, desenvolvemos, produzimos, suplantamos os próprios limites, alimentados por esse discurso, que nos foi entranhado desde a escola primária.
Hoje, não sei se todos percebem assim, não temos um discurso estratégico que nos oriente rumo ao futuro. Onde queremos chegar? Já somos a potencia do novo século? Não? Estamos quase lá...? Falta agora olhar mais adiante e sonhar um futuro novo. E não só sonhar, mas começar o discurso. Algo que inspire o imaginário de nossas crianças e jovens, um futuro pelo qual se apaixonem as forças empreendedoras e políticas do país e comece a orientar nosso labor diário.
Sêneca, filósofo romano do primeiro século, já nos alertava que "Se o homem não sabe a que porto se destina, nenhum vento lhe é favorável."
Falta esse discurso. Enquanto corremos atrás do rabo, na expectativa do que vai acontecer no curto prazo, se vem o apagão energético, se o Padre Lugo ganha no Paraguai, se a Bolívia se divide, se plantamos biocombustível, se ganha Barack Obama, etc. Isso não é estratégia de futuro, senão condução corrente que, para ser exitosa, teria que estar orientada por um discurso estratégico coerente e de longo prazo.
Falta esse discurso... O Brasil é um país jovem, mas já precisa saber o que quer ser quando crescer. E se já sabe, tem que contar a cada dia, a cada brasileiro, seu sonho de futuro, para que possamos, juntos, sonhar e trabalhar para por ele.
Falta um Discurso Estratégico
18 de abril de 2008
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2 comentários:
Muito oportuno este artigo. Enquadra-se bem na crítica situação que ora ocorre na Reserva indígena Raposa Serra do Sol, onde políticas de governo se sobrepoem à adequadas políticas de Estado.
Muito bom meu amigo!
A falta de visão estratégica é o buraco negro que traga os países mundo afora. Só que o Brasil, com o tamanho e potencial que tem, não pode passar para a história como o gigante que caiu no buraco.
Tá na hora e na vez da Amazônia!
Um abrraço da selva!
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