Há cinco anos atrás não se imaginava, pelo menos entre os cidadãos comuns, a confusão que se estabeleceu na América Latina. A ascensão de governos socialistas e socializantes era previsível, mas a confusão a que estamos assistindo e com a rapidez com que ocorrem, jamais.
Desentendimento entre governos, ameaça a contratos, nacionalizações, quase guerras, e um sem números de probleminhas que, se antes também existiam, não tinham a repercussão de hoje. Ou será que estamos todos vendo mais a CNN...O fato é que o Brasil, em meio a tudo isso e, por ser o maior da região, acaba por sentir os seus reflexos e respingos, seja por sua omissão, seja por sua ação, voluntárias ou não. Aquele velho problema da falta de antecipação estratégica.
A última agora, se não bastassem todos os demais problemas regionais, nos chega da Bolívia, onde algumas tribos, etnias, povos, terras ou nações, chamemos como mais nos apeteça, declararam suas autonomias, unilateralmente, em relação ao já conturbado departamento de Santa Cruz, com o apoio do Presidente Evo Morales e apoiados na fresquíssima Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU. Os novos povos autônomos são: ayoreos, chiquitanos, guarayos, moxeños e yuracarés. Não devem ser parentes dos nossos...
Tão logo se deu o anúncio, a União Européia se ofereceu para ajudar na mediação do conflito. A pergunta agora é: e se a moda pega? Afinal, isso ocorre justo no momento em que Roraima passa por uma grave crise entre índios, governo estadual, federal e produtores rurais. E se os índios da “Raposa Serra do Sol” resolvem, na semana que vem, a exemplo dos amigos que “compartilham” o território boliviano, se declararem independentes? E se o Brasil, estupefato, recebe uma carta da ONU ou da EU, oferecendo seus préstimos, baseados, é claro, na legislação internacional vigente e aprovada pelo Brasil?
Bom, escrever, eu escrevo, mas não gosto nem de pensar... Estamos, sim, com um problema grave no coração da América Latina e que não vem de hoje. O que for decidido por ali, nessa questão ou em outras, certamente terá repercussões na região e, nessa questão de autonomia indígena, o Brasil não deve e nem pode ficar em cima do muro. Quer saber, prefiro pensar que essa moda, aqui no Brasil, não pega.
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Desentendimento entre governos, ameaça a contratos, nacionalizações, quase guerras, e um sem números de probleminhas que, se antes também existiam, não tinham a repercussão de hoje. Ou será que estamos todos vendo mais a CNN...O fato é que o Brasil, em meio a tudo isso e, por ser o maior da região, acaba por sentir os seus reflexos e respingos, seja por sua omissão, seja por sua ação, voluntárias ou não. Aquele velho problema da falta de antecipação estratégica.
A última agora, se não bastassem todos os demais problemas regionais, nos chega da Bolívia, onde algumas tribos, etnias, povos, terras ou nações, chamemos como mais nos apeteça, declararam suas autonomias, unilateralmente, em relação ao já conturbado departamento de Santa Cruz, com o apoio do Presidente Evo Morales e apoiados na fresquíssima Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU. Os novos povos autônomos são: ayoreos, chiquitanos, guarayos, moxeños e yuracarés. Não devem ser parentes dos nossos...
Tão logo se deu o anúncio, a União Européia se ofereceu para ajudar na mediação do conflito. A pergunta agora é: e se a moda pega? Afinal, isso ocorre justo no momento em que Roraima passa por uma grave crise entre índios, governo estadual, federal e produtores rurais. E se os índios da “Raposa Serra do Sol” resolvem, na semana que vem, a exemplo dos amigos que “compartilham” o território boliviano, se declararem independentes? E se o Brasil, estupefato, recebe uma carta da ONU ou da EU, oferecendo seus préstimos, baseados, é claro, na legislação internacional vigente e aprovada pelo Brasil?
Bom, escrever, eu escrevo, mas não gosto nem de pensar... Estamos, sim, com um problema grave no coração da América Latina e que não vem de hoje. O que for decidido por ali, nessa questão ou em outras, certamente terá repercussões na região e, nessa questão de autonomia indígena, o Brasil não deve e nem pode ficar em cima do muro. Quer saber, prefiro pensar que essa moda, aqui no Brasil, não pega.
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1 comentários:
Que coisa né cara, aqui na faculdade não deram nem bola.
Creio que o Itamaraty devería se antecipar a qualquer tipo de ajuda externa nesses casos para não criar o precedente.
Muito oportuno esse artigo.
Sucesso!
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