“Muchas culturas, con o sin razón, se sienten amenazadas por la ofensiva de un asalto global uniformizante e desvalorador.”
Carlos Fuentes, “Contra Bush”.
A exacerbação do ocidentalismo gerado pelas conseqüências do atentado de 11 de setembro de 2001, além de ampliar o abismo cultural que, apesar da proposta globalizaste, continua real, reforçou aspectos que já pensávamos superados em nossos dias.
Isso porque a resposta político-militar desastrosa e açodada inibiu a verdadeira e acertada resposta, que deveria ser sócio-econômica, visivelmente mais sensível às causas reais e profundas do atentado.
Assim, o que muitos pensaram ser o “fim da história”, apresentado pelo norte-americano Francis Fukuyama, em seu livro de 1992 "O fim da história e o último homem”, na verdade foi o florescimento de um novo começo, do que se pode chamar de processo de “acomodação mundial pós-guerra fria”. O mundo volta, portanto, a mover-se em diversas direções, sem a atração da antiga força bipolar.
Prova disso é a percepção do reflorescimento do nacionalismo na maioria dos países; a xenofobia, nos países mais desenvolvidos, o fortalecimento do conceito de nação, além de outros fenômenos pouco esperados diante de um processo “puro” de globalização que, obviamente, não existe.
Essa crise dos abismos, na qual o planeta mergulhou após iniciada a aventura da luta contra o terror, está favorecendo a busca da consolidação de novos blocos e alianças regionais, como a aproximação China-Rússia, a ALBA de Hugo Chavez, a recente parceria estratégica Franco-Brasileira, dentre outras. Cabe destacar o já esperado oportunismo de líderes populistas, por todo o mundo, que se aproveitam do momento para lograr seus objetivos pessoais.
Esse fenômeno reflete-se no resgate distorcido de valores ancestrais, observado nos movimentos indigenistas, na xenofobia, no culto a mártires do passado e outros que, de igual forma, merecem cuidado diante da ameaça às estabilidades regionais, como a Revolução Bolivariana na Venezuela, a volta de Daniel Ortega ao comando da Guatemala, além das inquietações bolivianas e equatorianas, para ficarmos mais perto dos nossos trópicos.
Também o fundamentalismo islâmico, levado ao extremo desde o desencadear dos ataques norte-americanos, promoveu o surgimento de pontos-fortes de resistência a essa política essencialmente militarista de Bush, semeando o sentimento anti-americano onde não havia e regando essas sementes, onde elas já existiam. Assim ocorre no Irã, na Coréia do Norte, no Iraque, no Afeganistão, como em boa parte da América latina.
Nesse contexto, o papel estratégico da economia cresce de importância, muito mais do que a febre ecológica hoje vigente, na medida em que ela pode, em uma aplicação mais humana dos seus conceitos e recursos, reduzir as desigualdades econômicas, permitindo que os mais pobres, as tribos e os famintos da terra tenham acesso ao trabalho à saúde e à educação.
Esse é o preço a ser pago pela nossa civilização, tanto na nossa como na próxima geração, começando desde já a humanizar a prática econômica e reduzir o abismo político-social que está diante dos nossos pés.
É exatamente esse tema que deveria preencher as agendas de defesa de todos os países, ricos, emergentes e pobres, diante de um mundo turbulento e em claro processo de acomodação. É a economia como arma estratégica de defesa.
Carlos Fuentes, “Contra Bush”.
A exacerbação do ocidentalismo gerado pelas conseqüências do atentado de 11 de setembro de 2001, além de ampliar o abismo cultural que, apesar da proposta globalizaste, continua real, reforçou aspectos que já pensávamos superados em nossos dias.
Isso porque a resposta político-militar desastrosa e açodada inibiu a verdadeira e acertada resposta, que deveria ser sócio-econômica, visivelmente mais sensível às causas reais e profundas do atentado.
Assim, o que muitos pensaram ser o “fim da história”, apresentado pelo norte-americano Francis Fukuyama, em seu livro de 1992 "O fim da história e o último homem”, na verdade foi o florescimento de um novo começo, do que se pode chamar de processo de “acomodação mundial pós-guerra fria”. O mundo volta, portanto, a mover-se em diversas direções, sem a atração da antiga força bipolar.
Prova disso é a percepção do reflorescimento do nacionalismo na maioria dos países; a xenofobia, nos países mais desenvolvidos, o fortalecimento do conceito de nação, além de outros fenômenos pouco esperados diante de um processo “puro” de globalização que, obviamente, não existe.
Essa crise dos abismos, na qual o planeta mergulhou após iniciada a aventura da luta contra o terror, está favorecendo a busca da consolidação de novos blocos e alianças regionais, como a aproximação China-Rússia, a ALBA de Hugo Chavez, a recente parceria estratégica Franco-Brasileira, dentre outras. Cabe destacar o já esperado oportunismo de líderes populistas, por todo o mundo, que se aproveitam do momento para lograr seus objetivos pessoais.
Esse fenômeno reflete-se no resgate distorcido de valores ancestrais, observado nos movimentos indigenistas, na xenofobia, no culto a mártires do passado e outros que, de igual forma, merecem cuidado diante da ameaça às estabilidades regionais, como a Revolução Bolivariana na Venezuela, a volta de Daniel Ortega ao comando da Guatemala, além das inquietações bolivianas e equatorianas, para ficarmos mais perto dos nossos trópicos.
Também o fundamentalismo islâmico, levado ao extremo desde o desencadear dos ataques norte-americanos, promoveu o surgimento de pontos-fortes de resistência a essa política essencialmente militarista de Bush, semeando o sentimento anti-americano onde não havia e regando essas sementes, onde elas já existiam. Assim ocorre no Irã, na Coréia do Norte, no Iraque, no Afeganistão, como em boa parte da América latina.
Nesse contexto, o papel estratégico da economia cresce de importância, muito mais do que a febre ecológica hoje vigente, na medida em que ela pode, em uma aplicação mais humana dos seus conceitos e recursos, reduzir as desigualdades econômicas, permitindo que os mais pobres, as tribos e os famintos da terra tenham acesso ao trabalho à saúde e à educação.
Esse é o preço a ser pago pela nossa civilização, tanto na nossa como na próxima geração, começando desde já a humanizar a prática econômica e reduzir o abismo político-social que está diante dos nossos pés.
É exatamente esse tema que deveria preencher as agendas de defesa de todos os países, ricos, emergentes e pobres, diante de um mundo turbulento e em claro processo de acomodação. É a economia como arma estratégica de defesa.


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