A Descoberta de Tupi e a Defesa nacional

7 de fevereiro de 2008

Com a descoberta do megacampo de Tupi, o Brasil triplica suas reservas de petróleo, segundo estimativas das principais empresas ligadas ao setor. Não só a auto-suficiência estará garantida, como poderá exportar o excedente, passando a desempenhar um papel importante no equilíbrio do preço do petróleo, principalmente se o país não se filiar à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mantendo total autonomia para negociar preços no mercado do ouro negro.

Além disso, os investimentos previstos no setor de energia nuclear e hidrelétrico e o crescimento do setor dos biocombustíveis e gás natural, abre ao Brasil e à América do Sul, em um segundo plano, a possibilidade de tornar-se um grande centro de abastecimento mundial de energia.
Essas projeções, que segundo especialistas do setor estarían convergindo para para o período 2013- 20017, acarretam, desde já, uma série de implicações para a defesa nacional e o planejamento estratégico brasileiro. Necessariamente, essas implicações passam pela melhoria de seus mecanismos para defesa física desses recursos; por uma política coerente de alianças estratégicas que proteja seus interesses em escala mundial e um efetivo esforço para manter a estabilidade regional, que anda já bastante claudicante.
Com base nesse contexto, observa-se que a defesa nacional é muito mais que Forças Armadas preparadas. Isso é básico. Em verdade, ela é uma estratégia de país que deve ser pensada a longo prazo, buscando e consolidando hoje o que poderá ser preciso amanhã.
Assim, se as nossas políticas regionais, as alianças e discursos no plano externo e o adequado respaldo do poder nacional estão contemplando essas projeções, então estamos no rumo certo. Se não, já estamos atrasados.
Esse é, sem dúvida, um excelente tema para se discutir em todos os âmbitos do Poder Nacional e que, esperamos, deve estar balizando as tarefas diárias de nossos governantes.

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