Essa violência nasce e prospera em um ambiente social convulsionado. Por isso, aqueles que se valem da “nova guerra” têm como chave para seu triunfo estratégico a quebra de valores e a corrupção generalizada da sociedade, a par de uma nefasta aliança com as estruturas políticas do Estado.
Sabe-se, também, que a “Guerra de Quarta Geração” se nutre das mazelas que corroem os tecidos sociais. Dentre tantas, se destacam o baixo nível cultural, as disparidades sócio-econômicas dentro da mesma sociedade e a corrupção generalizada. Todas elas alimentadas, dia após dia, pela mesma sociedade organizada, é dizer, pelo próprio Estado, que deveria combatê-las, formando um nefasto círculo vicioso.
Diante desse quadro e, tomando essa realidade como algo inexorável, já reconhecida por muitos estudiosos dos nossos tempos, fica claro que somente combater o terrorismo doméstico com forças tradicionais as mais diversas e não resolver os problemas estruturais que estão carcomendo os Estados, não vai contribuir para a vitória nessa guerra, que já está em curso.
A história ensina que o homem sempre reagiu aos problemas com soluções novas que, ao cabo de muitos anos se converteram em problemas, que por sua vez demandaram novas soluções... Hoje, estamos diante de um grande problema que desafia as estruturas físicas e mentais existentes e com as quais estamos acostumados a lidar.
Assim, mentes do passado já não são capazes de conceber essas soluções. Por isso, o Estudo da Estratégia, mais do que nunca, deve ser um imperativo na sociedade atual e seus princípios e fundamentos adaptados convenientemente a nossa nova realidade

1 comentários:
Conversei com meus alunos e odos concordaram que a estratégia não é estudada no nível nacional. Com exceção de escolas de alto nível como a ESG, essa disciplina deixa muito a desejar e está focada na empresa. O Capital se apropriou da "arte dos generais". Que a recíproca não seja verdadeira!
Abraços!!
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